Vivendo os problemas atuais na Amazônia (que talvez alguns vejam como uma questão algo tabu atualmente pela situação política do Brasil...)
Mas cito dois artigos para falar sobre pessimismo e otimismo na Biologia da Conservação especificamente. Um que na verdade é um epitáfio a um amigo do autor e fala sobre os profissionais do 'fim do mundo', e o outro é do 2014 de um pesquisador reconhecido tanto no Brasil como no Peru (de onde ele é -e eu também-)
[proibido chorar...]
Cito esse primeiro artigo:
<Vivemos muitas alegrias, mas também vimos muita destruição nos anos de trabalho de campo, projetos e consultorias. De famílias simples, dependíamos de bolsas de estudo e do dinheiro das consultorias. Com o passar do tempo, do acúmulo de experiência e da confiança de professores e amigos, sempre acabava aparecendo algum trabalho. E precisávamos trabalhar. Testemunhamos grandes desmatamentos, inundações, estradas, linhas de transmissão, minerações. DE TANTO TRABALHAR NOS LUGARES ONDE O CERRADO ERA DESTRUÍDO, ACABAMOS CRIANDO PARA NÓS A ALCUNHA DE “PROFISSIONAIS DO FIM DO MUNDO”, JUSTAMENTE AQUELES QUE ESTUDAVAM O FIM DE POPULAÇÕES, DE COMUNIDADES, DE ECOSSISTEMAS, DE PAISAGENS INTEIRAS. E ISSO PESAVA FORTE EM NOSSO ESPÍRITO.Não demoramos a perceber que estávamos fazendo parte do problema e não da solução. Que em nada adiantava trabalhar na agenda cinza da destruição acompanhada de estudos de impacto ambiental temperados com acordos políticos e interesses econômicos diversos. Queríamos lutar pela conservação do que víamos ser destruído.>
https://www.oeco.org.br/colunas/reuber-brandao/27909-carta-para-um-amigo-ausente/
<Vivemos muitas alegrias, mas também vimos muita destruição nos anos de trabalho de campo, projetos e consultorias. De famílias simples, dependíamos de bolsas de estudo e do dinheiro das consultorias. Com o passar do tempo, do acúmulo de experiência e da confiança de professores e amigos, sempre acabava aparecendo algum trabalho. E precisávamos trabalhar. Testemunhamos grandes desmatamentos, inundações, estradas, linhas de transmissão, minerações. DE TANTO TRABALHAR NOS LUGARES ONDE O CERRADO ERA DESTRUÍDO, ACABAMOS CRIANDO PARA NÓS A ALCUNHA DE “PROFISSIONAIS DO FIM DO MUNDO”, JUSTAMENTE AQUELES QUE ESTUDAVAM O FIM DE POPULAÇÕES, DE COMUNIDADES, DE ECOSSISTEMAS, DE PAISAGENS INTEIRAS. E ISSO PESAVA FORTE EM NOSSO ESPÍRITO.Não demoramos a perceber que estávamos fazendo parte do problema e não da solução. Que em nada adiantava trabalhar na agenda cinza da destruição acompanhada de estudos de impacto ambiental temperados com acordos políticos e interesses econômicos diversos. Queríamos lutar pela conservação do que víamos ser destruído.>
https://www.oeco.org.br/colunas/reuber-brandao/27909-carta-para-um-amigo-ausente/
Você se considera pessimista ou otimista?
O seguinte artigo fala sobre a situação de ser pessimista ou otimista no campo da Biologia da Conservação. Recomendo ler o artigo na integra, mas cito aqui um trecho que eu gostei... 
<...O autor desta nota fez muito recentemente uma avaliação de um de tantos projetos para salvar o gorila da extinção nas florestas da bacia do rio Congo. Sua conclusão foi que o projeto fracassou e que após mais de dez anos de esforço, a situação do gorila e do seu ecossistema está muito pior que antes, mas, reconheceu que estaria ainda pior sem o projeto. Assim sendo, a sua recomendação foi renovar o projeto. Lutar por um ideal é viver. Por isso os ambientalistas continuam lutando. O que não deixa de ter um fundo de otimismo.>
E para concluir, continuando com esse fundo otimista, vou citar um caso onde o otimismo realmente deu seus frutos até agora para o bem da conservação:
Um deles é o caso de falcão de Mauricio, uma especie que estava destinada a se extinguir no mundo tudo, mas pela persistência (e otimismo) de um pesquisador, o Carl Jones, a espécie ainda existe. Para conhecer mais da história dessa espécie e o pesquisador que 'salvou' a espécie, recomendo assistir o seguinte vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=Cte0dJDfRSY&t=14s
Um deles é o caso de falcão de Mauricio, uma especie que estava destinada a se extinguir no mundo tudo, mas pela persistência (e otimismo) de um pesquisador, o Carl Jones, a espécie ainda existe. Para conhecer mais da história dessa espécie e o pesquisador que 'salvou' a espécie, recomendo assistir o seguinte vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=Cte0dJDfRSY&t=14s
Espero que quem possa ler, possa dar sua opinião para melhorar o texto ou citar mais referencias. Obrigado!
(próxima traducción al español en breve)
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