viernes, 20 de septiembre de 2019

Você se considera pessimista ou otimista? - Biologia da Conservação


Vivendo os problemas atuais na Amazônia (que talvez alguns vejam como uma questão algo tabu atualmente pela situação política do Brasil...)
Mas cito dois artigos para falar sobre pessimismo e otimismo na Biologia da Conservação especificamente. Um que na verdade é um epitáfio a um amigo do autor e fala sobre os profissionais do 'fim do mundo', e o outro é do 2014 de um pesquisador reconhecido tanto no Brasil como no Peru (de onde ele é -e eu também-)
[proibido chorar...]

Cito esse primeiro artigo:
<Vivemos muitas alegrias, mas também vimos muita destruição nos anos de trabalho de campo, projetos e consultorias. De famílias simples, dependíamos de bolsas de estudo e do dinheiro das consultorias. Com o passar do tempo, do acúmulo de experiência e da confiança de professores e amigos, sempre acabava aparecendo algum trabalho. E precisávamos trabalhar. Testemunhamos grandes desmatamentos, inundações, estradas, linhas de transmissão, minerações. DE TANTO TRABALHAR NOS LUGARES ONDE O CERRADO ERA DESTRUÍDO, ACABAMOS CRIANDO PARA NÓS A ALCUNHA DE “PROFISSIONAIS DO FIM DO MUNDO”, JUSTAMENTE AQUELES QUE ESTUDAVAM O FIM DE POPULAÇÕES, DE COMUNIDADES, DE ECOSSISTEMAS, DE PAISAGENS INTEIRAS. E ISSO PESAVA FORTE EM NOSSO ESPÍRITO.Não demoramos a perceber que estávamos fazendo parte do problema e não da solução. Que em nada adiantava trabalhar na agenda cinza da destruição acompanhada de estudos de impacto ambiental temperados com acordos políticos e interesses econômicos diversos. Queríamos lutar pela conservação do que víamos ser destruído.>
https://www.oeco.org.br/colunas/reuber-brandao/27909-carta-para-um-amigo-ausente/

Você se considera pessimista ou otimista?

O seguinte artigo fala sobre a situação de ser pessimista ou otimista no campo da Biologia da Conservação. Recomendo ler o artigo na integra, mas cito aqui um trecho que eu gostei...
<...O autor desta nota fez muito recentemente uma avaliação de um de tantos projetos para salvar o gorila da extinção nas florestas da bacia do rio Congo. Sua conclusão foi que o projeto fracassou e que após mais de dez anos de esforço, a situação do gorila e do seu ecossistema está muito pior que antes, mas, reconheceu que estaria ainda pior sem o projeto. Assim sendo, a sua recomendação foi renovar o projeto. Lutar por um ideal é viver. Por isso os ambientalistas continuam lutando. O que não deixa de ter um fundo de otimismo.>

E para concluir, continuando com esse fundo otimista, vou citar um caso onde o otimismo realmente deu seus frutos até agora para o bem da conservação:

Um deles é o caso de falcão de Mauricio, uma especie que estava destinada a se extinguir no mundo tudo, mas pela persistência (e otimismo) de um pesquisador, o Carl Jones, a espécie ainda existe. Para conhecer mais da história dessa espécie e o pesquisador que 'salvou' a espécie, recomendo assistir o seguinte vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=Cte0dJDfRSY&t=14s

Espero que quem possa ler, possa dar sua opinião para melhorar o texto ou citar mais referencias. Obrigado!

(próxima traducción al español en breve)